Guia de Seguro Náutico: entrevista com RKR Seguros

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Imagine o seguinte cenário: você conferiu a previsão do tempo e escolheu o melhor dia para a navegação, deixou separados todos os itens que precisam ser levados em um passeio de barco, calculou o quanto de combustível será necessário para o passeio e se preparou para prevenir e combater o enjoo em alto mar. Você está 100% pronto. Contudo, por mais preparado que se esteja, acidentes acontecem, e nós nunca sabemos quando. Numa hora dessas, independente das medidas que tenham sido tomadas, somente um seguro náutico poderá ajudar.

Assim como o equivalente para os automóveis, o seguro náutico é um plano de assistência a embarcações e seus passageiros, garantindo ressarcimento dos prejuízos no caso de acidentes e até roubos. Mesmo com o conhecimento e prática de todas as sinalizações e manobras para contornar situações de perigo, contratar um seguro náutico continua sendo a melhor precaução para navegar com tranquilidade.

Ainda que o plano básico de seguro náutico costume cobrir eventos como roubo, perda total, naufrágio e colisão, existem certos aspectos que exigem coberturas mais amplas ou mais específicas, além, é claro, de comunicação clara com a seguradora.

Foi pensando nisso que a FS Yachts trouxe este guia para você hoje. Após uma longa e esclarecedora conversa com Rudney, sócio da RKR Seguros, especializada em seguros náuticos, reunimos os 4 principais pontos para dar maior atenção na hora de fazer um seguro náutico. Se você já entendeu a importância deles e quer tirar suas dúvidas, leia mais abaixo!

 

Seguro Náutico: os 4 pontos destacados pela RKR Seguros

 

1. Quais coberturas ter?

Segundo Rudney, as coberturas para o casco, motor e rabeta do motor são indispensáveis. Ele ainda explica que, no caso de colisão com uma pedra, é possível que somente a rabeta seja danificada, sem afetar o motor e o casco, algo que justifica a importância da sua cobertura.

Além disso, é essencial ter um seguro com cobertura para remoção de destroços. Isso porque em acidentes graves, quando a embarcação afunda, a Marinha exige que a remoção dos destroços por parte do proprietário. Quando não assegurado, tal operação pode custar de 20 a 40 mil reais.

Por fim, quando tratamos de veleiros, não esqueça de incluir a cobertura para o mastro e para as velas.

 

2. Transporte Terrestre

Ainda falando de coberturas, temos aqui um dos outros exemplos mais significativos. Se o seu barco não ficará abrigado em marina, você precisará de uma carreta rodoviária para transportá-lo quando quiser navegar. Neste caso, não deixe de incluir no seu seguro a cobertura para transporte terrestre. Assim, você estará protegido de qualquer acidente que possa ocorrer ao transportar a embarcação em rodovias.

No entanto, o tamanho máximo que uma embarcação pode ter para usufruir essa cobertura é 23 pés. Como já citamos em nosso texto sobre os tipos de carretas, embarcações maiores não podem transitar em carretas rodoviárias.

 

3. Legislação

É importante destacar que o seguro só fará o pagamento se todos os aspectos estiverem dentro da lei. Um exemplo que Rudney ressalta é a habilitação do marinheiro responsável. Ele precisa, obrigatoriamente, comprovar que é habilitado para navegar na região onde o acidente aconteceu.

Se a sua carteira (ou do marinheiro que o acompanha) é de arrais amador e o acidente foi na Ilha do Arvoredo, Florianópolis, o seguro não tem a obrigação de cobrir. A Ilha não está dentro do limite enquadrado para a categoria.

 

4. Tipos de navegação

Por último, trouxemos um detalhe que costuma ser esquecido por muitas pessoas. Trata-se do tipo de navegação que estava sendo feita no momento do acidente. Dependendo da finalidade da utilização do barco, será necessário um seguro diferente.

Por exemplo: se você usa a embarcação para transporte de passageiros, charter ou aluguel, precisará de um seguro específico para uso comercial. Se irá participar de uma regata ou outra atividade competitiva, a seguradora deve ser informada. Caso contrário, é possível que você não esteja coberto no dia do evento.

 

Contar com um seguro náutico é uma das medidas que pode o salvar de um grande prejuízo. Com os pontos destacados hoje, você já sabe o que deve ser considerado quando for escolher o seu. Ficou com alguma dúvida? Entre em contato com a FS Yachts e nós iremos respondê-lo!

Como garantir uma navegação segura e tranquila para sua família

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Se você possui seu próprio barco, é provável que goste de curtir uma diversão diferenciada. Uma atividade muito boa é levar toda a família para um passeio, o que é capaz de entreter a todos e ainda fortalecer laços. No entanto, para garantir o programa e evitar problemas, alguns cuidados visando uma navegação segura são necessários.

Exatamente como nos casos automotivos e aéreos, veículos marítimos precisam seguir diferentes normas e orientações. Essas regras dizem respeito a preferências de certos veículos em relação a outros, sinalizações, manobras e áreas. É principalmente seguindo esse tipo de instruções que a navegação segura se torna algo possível.

Pensando nisso, no texto de hoje trouxemos algumas dicas de como garantir uma navegação segura. Assim, você e sua família poderão aproveitar o tempo juntos sem correrem riscos. Portanto planeje a viagem, reúna todo mundo e aproveite!

 

Sinalização

As sinalizações são métodos usados para possibilitar a comunicação entre embarcações. É de extrema importância que sejam seguidas à risca, só assim certificando uma navegação segura. Luzes e sinais sonoros são os mais utilizados, sendo que:

Existem basicamente 7 tipos de luzes para fins diversos: luz intermitente, luz intermitente especial, luz de mastro, luz de alcance, luz circular, luz de reboque e luzes de bordo. Diferentes luzes podem ter diferentes cores, variando entre brancas, vermelhas, verdes e amarelas. As combinações são usadas para transmitir determinadas mensagens.

Há a opção também dos sinais sonoros, através do uso de um apito. A duração dos sons é dividida em curta (cerca de 1 segundo) ou longa (entre 4 e 6 segundos). Assim como no caso das luzes, a combinação de sinais curtos e longos transmite diferentes mensagens na hora de executar manobras. Por exemplo, dois apitos longos e um curto significa “quero ultrapassá-lo pelo seu boreste”.

 

Manobras

Todas as manobras executadas por qualquer embarcação devem seguir regulamento estabelecido pela Marinha do Brasil. Este regulamento é o RIPEAM (Regulamento Internacional Para Evitar Abalroamentos no Mar).

Um dos casos mais comuns descritos pelo regulamento é o de barcos em rumos cruzados com possibilidade de colisão. Utilizando sinalização e comunicação clara, a embarcação que visualizar a outra por estibordo deve antecipadamente se afastar e evitar a sua proa.

Outro caso frequente descrito pelo RIPEAM é o de duas embarcações que se aproximam com risco de batidas em rumos opostos. Em situações como esta, cada navegador é instruído a guinar para boreste, usando a sinalização verde, e, logo em seguida, realizar passagem por bombordo um do outro.

 

Orientações gerais

Alguns outros cuidados, que não dizem respeito a situações específicas, também precisam ser tomados para assegurar uma navegação segura. Por exemplo, todas as embarcações devem respeitar o limite de passageiros, além de ter essa informação disponível em um local de visibilidade facilitada.

Mais uma regra que se aplica a todas as situações é o limite de trânsito em relação à praia. Para evitar acidentes com banhistas, nenhum barco pode navegar em áreas de até 200 metros das praias.

Por último, mas não menos importante, tenha certeza de que sua embarcação possua coletes salva-vidas suficientes para todos os passageiros. É fundamental também que você ensine como utilizá-los corretamente. Pessoas de faixa etária menor que 12 anos e maior que 65 anos são prioridade e devem usá-los obrigatoriamente.

 

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