Como calcular a velocidade de cruzeiro da lancha?

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Quem não é marinheiro de primeira viagem e já pilota há certo tempo sabe que existe um ponto certo de equilíbrio que faz com que o motor tenha menos desgastes e a embarcação consuma menos combustível durante as viagens. Isso é possível quando se atinge a velocidade ideal e a estabilidade entre o motor e o casco da lancha. Por isso, neste conteúdo, vamos dar dicas de como calcular a velocidade de cruzeiro e explicar um pouco mais sobre o assunto náutico.

Afinal, o que é velocidade de cruzeiro?

A velocidade de cruzeiro é uma faixa de velocidade que mantendo-se dentro dela, o desgaste do motor da embarcação é menor. Essa faixa varia utilizando em média 50 a 60% da rotação máxima do motor. 

Em embarcações com motorização a gasolina, tanto motor de centro rabeta quanto o motor de popa, a faixa ideal de cruzeiro é em torno de 3.000 a 4.000 RPM – isso baseado em testes já realizados na área. Apesar dos resultados serem diferentes para os motores a diesel, visto que eles possuem uma faixa de rotação menor que os motores a gasolina. A ideia dos 50 a 60% da rotação máxima se mantém também. 

Também existe dentro da velocidade de cruzeiro uma categoria conhecida como velocidade de cruzeiro econômica. Que é quando o motor atinge sua maior autonomia, ou seja, percorre uma maior distância gastando menos combustível

Como calcular a velocidade de cruzeiro da embarcação?

É preciso realizar alguns cálculos rápidos para saber qual é a velocidade de cruzeiro ideal da sua embarcação, onde ela consegue ter maior autonomia. Os cálculos precisam identificar a velocidade média e o consumo de combustível médio para então conseguir calcular a velocidade de cruzeiro ideal da lancha. 

Principais anotações para realizar os cálculos

Calcular a velocidade de cruzeiro deve ser feito da seguinte forma. Você precisa coletar dados de quando sua embarcação estiver navegando a 3.000, 3.500 e 4.000 RPM. Com base nesses dados serão avaliados também o consumo de combustível e a velocidade média em cada uma dessas rotações. 

Vamos começar com a seguinte marcação: com o seu barco a 3.000 RPM você irá verificar no computador do motor qual é o consumo de combustível e na tela do GPS qual é a velocidade naquele momento. Anote essas informações para que o cálculo seja o mais eficaz possível. Você vai fazer essas mesmas anotações estando navegando a 3.500 e 4.000 RPM: velocidade e consumo de combustível em cada uma das rotações separadas.

É fundamental que durante a navegação seja seguida uma raia, uma reta de forma a ter uma direção como referência. É importante manter um trim, o ângulo da rabeta em equilíbrio de forma que a proa não fique nem muito enterrada e nem muito alta. Essas instruções precisam ser seguidas para a obtenção de dados mais precisos na hora de calcular a velocidade de cruzeiro da sua embarcação. 

Colocando os cálculos em prática

Após obter todas essas informações é hora de realizar o cálculo que irá nos apresentar o resultado final. Que será feito da seguinte forma:

  • Você vai dividir o valor da velocidade pelo consumo de combustível em litros por hora e multiplicar por 90% do volume do tanque da sua lancha. Os 90% do volume do tanque já contando com uma margem de segurança de 10% do combustível reservado no local. 

Avaliando os resultados finais

Realizando essa conta no caso das três rotações diferentes você terá os valores em milhas de qual é a autonomia do seu barco em cada uma das situações. Isso significa a rotação que permitir que você navegue por mais milhas utilizando da melhor forma o combustível de litros por hora. 

Essa é uma das melhores formas de calcular a velocidade de cruzeiro da sua embarcação. É importante ressaltar ainda que tendo esse dado é possível realizar passeios mais seguros, conhecendo a capacidade do seu barco e também economizar na hora de abastecê-lo. 


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Você sabe qual o momento certo de trocar o rotor da bomba d’água?

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Hoje vamos falar sobre os cuidados que devemos ter com um item que parece ser simples, mas é de extrema importância para o bom funcionamento do motor do barco. Já ouviu falar sobre o rotor da bomba d’água? Se você é dono de uma embarcação ou é responsável pela manutenção de uma, deve se atentar a este assunto. Neste conteúdo apresentamos a importância desta peça e qual é o momento certo de trocar o rotor da bomba d’água! 

 

Boa leitura! 

 

 O que é rotor da bomba d’água e qual sua importância para a embarcação?

 

Se você ainda está se atualizando sobre os assuntos do mundo náutico, esse com certeza é um dos que você precisa se aprofundar. O rotor da bomba d’água é uma peça de borracha consideravelmente pequena, mas de grande relevância para garantir o perfeito funcionamento do motor da sua embarcação.

 

O rotor da bomba d’água é o responsável por criar um movimento circular e contínuo no eixo da bomba, pressurizando água para refrigerar o motor. Essa peça também é conhecida no mundo náutico como “aranha”. 

 

Porém, é importante ressaltar que.. esse é um produto que precisa de manutenção periódica, já que o seu mau funcionamento pode prejudicar o motor da embarcação e gerar sérias consequências e prejuízos. Se a manutenção da peça for realizada com frequência, ela dificilmente apresentará problemas, mas caso ela não seja realizada, pode acarretar até mesmo em uma troca completa do motor.

 

Como saber qual é o momento certo para trocar o rotor da bomba d’água?

 

Existe um controle que deve ser feito em média para saber quando está na hora de trocar o rotor da bomba d’água. Normalmente, a peça precisa ser substituída a cada 300 horas de uso do motor ou a cada quatro anos (conforme instruções do fabricante do motor). Se as navegações são recorrentes em água doce, o recomendado é fazer a revisão na peça a cada 50 a 100 horas de uso, já em navegações frequentes em águas salgadas e, principalmente, rasas, a manutenção deve ser feita em até 50 horas de uso. 

 

Lembrando que é de extrema importância que essa manutenção ou revisão seja realizada por profissionais capacitados, que possam identificar a real necessidade da substituição da peça e, caso necessário, que seja uma peça original e de boa procedência. 

 

Os riscos ocasionados por estragos e o mau funcionamento do rotor da bomba d’água são sérios e podem acarretar em diversos prejuízos. Caso as pás do rotor estejam deformadas ou ressecadas por falta de uso, elas irão puxar menos água, comprometendo assim a refrigeração do motor. Caso uma dessas pás se rompa, o motor pode parar de funcionar durante uma viagem ou passeio, queimar as juntas ou até mesmo fundir o motor da embarcação.

 

Quais os cuidados ter com o rotor da bomba d’água?

 

Existem alguns cuidados que precisam ser tomados para se estender a vida útil do rotor da bomba d’água e evitar assim possíveis problemas com a peça. Confira as principais dicas abaixo:

 

  • Não ligar o motor da sua embarcação fora da água. Essa prática faz com que o rotor da bomba d’água trabalhe a seco, o que pode ocasionar o seu próprio comprometimento e também o superaquecimento do motor da embarcação;
  • Sempre verificar se a saída e entrada de água estão limpas. Com o tempo, pode acontecer de algum detrito se prender a essas extremidades e dificultar o fluxo de água;
  • Ficar sempre atento ao esguicho de água do seu motor, afinal ele está ligado diretamente ao funcionamento do rotor da bomba d’água;
  • Existem vários tipos de rotores específicos para cada tipo de marca e de motor, portanto atenção para que o seu rotor esteja de acordo com as especificações do fabricante;
  • Evite navegações em lugares com águas muito rasas, arenosas, de difícil acesso, que exigem demais da peça; 

 

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