Novo padrão de gasolina: o que seu barco ganha com isso?

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No início do mês de agosto, a Petrobrás iniciou a comercialização de uma nova gasolina. O produto, com Octanagem 93, promete gerar um maior rendimento aos veículos. O novo padrão de gasolina seria obrigatório no Brasil somente daqui dois anos – em 2022 – porém a estatal decidiu adiantar, para que o país se aproxime dos padrões europeus.

Mas o que esse novo combustível traz de benefícios para as embarcações? Continue a leitura deste conteúdo e descubra o que seu barco ganha com isso. 

O que é o novo padrão de gasolina brasileira? 

Antes de explicar o que é o novo padrão de gasolina brasileira é preciso dizer do que se trata da octanagem. Octanagem ou índice de octano nada mais é do que o nível de resistência da gasolina em relação à detonação. Por isso que, caso o valor seja menor do que o estipulado, pode gerar a perda de desempenho e possíveis falhas nos veículos e embarcações. 

Mas, afinal, o que é o novo padrão de gasolina brasileira? As mudanças previstas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP) no produto é inovador e significa uma maior potência para os motores e também uma maneira de diminuir o número de poluentes na atmosfera. 

Como sabemos, a preocupação ambiental é um dos debates mais importantes no setor e, portanto, é mais uma solução para o problema. Tudo isso devido a sua densidade e massa específica que conta com padrão mínimo de excelência. 

O Brasil, com o novo padrão de gasolina, passa a aplicar a classificação RON (Research Octane Number), número de octanos por método de pesquisa, o padrão de pesquisa dos demais países.

Na Europa, por exemplo, o RON é de 95. Atualmente, a exigência brasileira é de 92 octanas, e conforme a ANP, os postos têm até novembro de 2020 para se adequar às normas do novo combustível. 

O preço do combustível será o mesmo? 

Com certeza essa é uma das primeiras dúvidas que surgiram em relação ao assunto. E, sim, o preço do combustível sofrerá um aumento com o novo padrão de gasolina. Mas é importante ressaltar que esse é um investimento que vale a pena, já que ajudará a dar mais autonomia para os veículos e embarcações. 

Além disso, de acordo com a Petrobrás, o rendimento chegará em torno de 5% a mais do que o atual, como resultado será possível rodar mais quilômetros por litro. Sem contar também que essa é mais uma solução para diminuir os índices de fraudes nos combustíveis, a conhecida “gasolina batizada”. E ainda facilitará a fiscalização, pois a ANP conseguirá aferir a densidade no próprio posto. 

O que o novo padrão de gasolina traz de benefícios às embarcações?  

Um combustível de melhor qualidade e específico para o uso em embarcações, essa é uma reivindicação antiga dos donos de barcos, no entanto esse novo padrão de gasolina brasileira ainda não é a solução. E isso tem uma explicação: as embarcações não são fabricadas para o uso de gasolina de alta octanagem, diferente do que ocorre com os veículos terrestres. 

Entretanto, há embarcações que são exceções, como as com motores de tipo “esporte”, em que exigem octanas maiores que 87. Para esse tipo de barco o novo padrão de gasolina é uma boa alternativa. Outro fator que merece destaque é que alguns itens de composição não sofrerão mudanças. O teor de etanol continuará em 27% na gasolina comum e 25% na premium. 

E para os motores náuticos, o etanol não é um combustível adequado, afinal ocasiona a aceleração da oxidação da gasolina do tanque e ainda pode causar também a corrosão, caso a tropicalização (adaptação de equipamentos por meio do tratamento industrial para maior resistência) não seja realizada corretamente. 

Mesmo diante de todas essas questões, o novo padrão de gasolina permitirá uma grande vantagem para as embarcações, aumentar o rendimento diante do atual combustível usado, como citado no início deste conteúdo, em torno de 5%. 

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Comum ou aditivada: qual a melhor gasolina para o barco?

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Para contextualizar, é necessário apresentar um breve panorama sobre o mercado de gasolina para o barco no Brasil. Os 4 tipos à venda no País são: Podium, Premium, Comum Aditivada e Comum.

Por determinação da ANP – Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – a gasolina brasileira sofre adição de 25% de álcool anidro, independente do tipo.

Segundo as distribuidoras, a gasolina tem uma vida útil de 60 dias após a adição do álcool, o que acontece na saída da refinaria. O tempo de transporte da refinaria até o posto somado ao tempo que leva para ser vendida ao consumidor final é de aproximadamente 30 dias.

Após esse tempo, a gasolina inicia um processo natural de oxidação, decantando parafinas (goma) que pode ocasionar acúmulo no sistema de alimentação do combustível.

O excesso de goma implicará em mau desempenho do motor. A oxidação derivada do álcool reagirá com metais, alguns tipos de plástico e juntas de borracha.

 

A Octanagem

Mundialmente, as gasolinas são classificadas de acordo com a octanagem. A octanagem é a propriedade de a gasolina resistir à compressão sem entrar em autoignição, que pode causar danos ao motor.

No Brasil, a octanagem da gasolina para o barco dos tipos comum e premium é equivalente a das gasolinas norte-americanas e europeias.

gasolina para o barco

 

As Gasolinas Comum e Comum Aditivada

As gasolinas comum e comum aditivada, em termos de octanagem, são iguais. Diferencia-se as duas gasolinas pela presença de um aditivo, detergente-dispersante, que promove a limpeza de todo o sistema por onde passa o combustível.

Por recomendação de especialistas em mecânica náutica, esse detergente presente na gasolina aditivada pode prejudicar mais do que ajudar, pois a presença do detergente dissolve e leva toda a sujeira presente da utilização comum do motor diretamente para o filtro de combustível, prejudicando o filtro e o funcionamento do motor.

Portanto, a gasolina aditivada nunca é indicada para uso em motores marítimos.

 

A Gasolina Podium

A gasolina podium também possui adição de detergentes e dispersantes, além de ter a maior octanagem no mercado mundial, superando – inclusive – as do tipo super premium europeias. Além disso, é considerada a mais limpa (menos impurezas) de todas pela baixa concentração de enxofre.

No entanto, na opinião dos especialistas, seu custo não compensa os benefícios em motores marítimos.

 

Qual a Melhor Gasolina?

Segundo especialistas em motores de barcos, a melhor gasolina para motores de embarcações é a gasolina comum, de boa procedência.

Em síntese, independente de seu motor, potência ou tecnologia, utilize sempre a gasolina comum, de boa procedência.

A questão mais importante, como você pode ver, não é o tipo de gasolina para o barco, e sim a manutenção deste. O mais importante é que o motor seja ligado semanalmente por no mínimo 30 minutos e que o tanque seja mantido sempre o mais vazio possível quando parado para evitar o envelhecimento do combustível. Desta forma, dificilmente você terá um problema devido à combustível em sua embarcação.

 

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